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A onda de calor tira dos esconderijos pequenos e venenosos aracnídeos, que tendem a sair em busca de alimentos. Medindo em torno de quatro centímetros, as aranhas-marrons se escondem em roupas, toalhas, lençóis e calçados, podem passar imperceptíveis aos olhos humanos e picar ao sentirem-se ameaçadas. Nos últimos três anos, o Paraná registrou uma média de 4,2 mil acidentes com aranha-marrom por ano, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

Comuns na região Sul do Brasil, esses bichos não são por natureza agressivos. A bióloga Gisélia Rubio, da Divisão de Zoonoses e Intoxicações da Sesa, explica que as aranhas-marrons picam pra se defender. “Elas picam quando estão em um local e são pressionadas e espremidas”, comenta. A solução para evitar as picadas do aracnídeo é observar e chacoalhar os calçados, as roupas e a roupa de cama para ver se o animal não está escondido nestes locais.

“Em berço de criança, por exemplo, não é para deixar o mosquiteiro encostado no chão, pois facilita que a aranha suba. É bom também observar as caixas de brinquedos das crianças”, afirma. Gisélia ressalta que a picada da arranha-marrom é geralmente imperceptível na hora. A história comum é a pessoa acordar e ver o animal morto no lençol. Ao vivenciar algo parecido a recomendação é procurar uma unidade de saúde e o tipo de tratamento varia conforme a gravidade dos casos.

“Nem toda picada irá precisar de soro. Muitas vezes isso varia conforme o quadro clínico e isso depende desde o organismo de quem foi picado até do local da picada”, afirma. Segundo ela, em regiões com mais gordura, a ferida, dependendo da quantidade de veneno injetado, pode necrosar mais rapidamente.

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