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Nem mesmo o desenvolvimento das grandes cidades excluiu os seres humanos da convivência com outros animais. Diversas espécies coabitam o ambiente urbano com o homem, no entanto, apenas aquelas que causam malefício ou desconforto podem ser classificadas como pragas. “O status de praga vai depender do que ela causa de malefício para o homem”, afirma Francisco Zozernon, pesquisador científico diretor do laboratório de pragas urbanas do Instituto Biológico

Segundo o especialista, são quatro as condições ideais necessárias para a sobrevivência das pragas urbanas: água, abrigo, alimento e acesso. “Se você não levar uma praga para sua casa dificilmente ela vai se proliferar”, explica Zozernon. As traças e os cupins, por exemplo, normalmente são levados para dentro das casas pelo próprio homem, através de caixas de papelão ou móveis velhos. “É difícil evitar esse tipo de praga. Por isso, é fundamental inspecionar o que se está levando para casa”, recomenda Zozernon.

Traças, cupins e pulgas

As Traças, segundo o pesquisador, podem ser identificadas em revista, livros, nas regiões de maior suor das roupas, como axilas ou golas, e em locais onde há fios de cabelo, uma das fontes de alimento destes animais. Já os cupins, deixam rastros de pó granuloso ao roer madeiras ou caminhos de terra que podem ser facilmente reconhecidos.

As pulgas são, insetos sugadores que podem causar alergias através de sua picada. Ratos, gatos e o próprio homem também podem ser seus hospedeiros. O inseto tem a resistência como uma de suas principais característica, por isso, impedir seu acesso é a melhor maneira de prevenir uma infestação.

Aracnídeos

Algumas espécies de aracnídeos, como os escorpiões e as aranhas armadeiras, são consideradas pragas por ameaçarem a saúde do ser humano. As toxinas eliminadas durante sua picada podem provocar alergias e reações capazes de levar certas crianças, idosos ou animais à morte.  Esses predadores normalmente aparecem em residências que possuem alto índice de suas presas, as baratas.

Por isso, para evitar a incidências desses animais, o ideal é eliminar as baratas. “Quando você mata uma aranha armadeira você está matando o efeito e não a causa.  Para proteger sua casas dessas pragas, o especialista sugere a manutenção da limpeza de terrenos e jardins, a instalação de telas nas janelas e o controle preventivo químico próprio para estes animais.

Caramujo africano

Trazido para o Brasil como alimentação, o Caramujo Africano virou uma praga nacional após a má aceitação do público brasileiro seguida de sua rápida propagação. “O animal não foi bem aceito e os criadores soltaram ele no meio ambiente. O problema é que esse animal é competitivo e não tem um inimigo natural aqui”, explica o pesquisador do Instituto Biológico, justificando porque este animal se multiplicou com facilidade por todo o Brasil.

Eles são caramujos de grande porte, de coloração marrom violáceo, se alimentam de uma infinidade de plantas, se proliferam com facilidade e têm preferências por locais mais úmidos.

“A literatura diz que o caramujo africano é transmissor de protozoárias que podem causar, por exemplo, problemas intestinais. Por isso, não se deve colocar a mão nesse animal” adverte o especialista em pragas urbanas.

Evitar o contato com o muco do caramujo africano é essencial para impedir possíveis contaminações, já que não é possível prevenir sua aparição.

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